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13.6.11

Dia 250 - Filme 250 - Um convidado bem trapalhão



Olá, queridões!

Na terça-feira, zapeando pela TV a cabo (agora tem um portal muito louco que tem vários filmes grátis ou bem baratinhos), encontrei "Um convidado bem trapalhão" com Peter Sellers (A Pantera Cor-de-Rosa). O engraçado é que eu me lembro direitinho da minha tia Vânia falando altas coisas sobre ele e o quanto o filme era hilário. Daí, resolvi ver do que se tratava.

Hrundi V. Bakshi (Sellers) é um ator indiano muito famoso em seu país e com isso, é chamado para fazer parte do elenco de um filme nos EUA. O problema é que Bakshi é extremamente atrapalhado, sendo capaz, por exemplo de entrar em cena com um relógio de pulso, mesmo quando o roteiro se passa no final do século XIX. Mas, ele é demitido e proibido de fazer qualquer outro filme em Hollywood quando explode um cenário único, acabando com a chance de gravar a cena mais importante da produção.

Depois de ficar sem emprego, Bakshi é convidado, equivocadamente, para uma festa em homenagem à produção na casa do produtor do filme e nem passa pela cabeça dele recusar o convite.

Na festa, ninguém conhece Bakshi e ele fica zanzando de um lado para o outro na casa do anfitrião, causando todas as coisas mais absurdas que alguém poderia aprontar. Ao entrar na festa, ele perde o sapato que vai parar na bandeja de petiscos. Depois, ele descobre um controle remoto que comanda tudo o que tem na casa, desde o sistema de som até a potência da lareira. Daí, as "aprontadas" ficam cada vez piores. Ele consegue destruir a casa do produtor só ao usar o banheiro. Imaginem!

Vou contar pra vocês. O filme é engraçadíssimo! Eu nunca tinha visto nenhum filme com Peter Sellers, mas já sabia da fama dele. E é verdade, ele é extremamente engraçado, daqueles atores que não têm que fazer força para tirar risadas de quem assiste ao filme. Ótimo!

Nota: 5 popcorns. Recomendadíssimo! É uma comédia antiga, mas deixa a gente com a barriga doendo de tanto rir.

Trailer com legendas!



Ficha técnica:
título original: The Party
ano de lançamento: 1968
direção: Blake Edwards
roteiro: Blake Edwards, Tom Waldman e Frank Waldman, baseado em estória de Blake Edwards
produção: Blake Edwards
música: Henry Mancini
fotografia: Lucien Ballard
figurino: Jack Bear
edição: Ralph E. Winters
elenco: Peter Sellers, Claudine Longet, Jean Carson, Al Checco

Lindões,

daqui a pouco a crítica de quarta, dia do maridinho.

bjoks

29.5.11

Dia 237 - Filme 237 - Bonequinha de Luxo


Olá, Barbies e Kens!

Na quarta-feira, corrigindo as categorias, assisti a um filme que eu acho que já foi indicado por alguém que eu conheço, mas não consigo lembrar quem. E como eu sempre quis assistir a "Bonequinha de Luxo", uni o útil ao agradável. E vejam como eu gostei do filme: na foto, eu, Audrey e as pérolas, kkkkkkk.

O filme é baseado no livro Breakfast at Tiffany's de Truman Capote, cujo filme biográfico já foi visto aqui no 365Pipocas (reveja a crítica). Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma moça ingênua e boazinha que vive em Nova Iorque com um único objetivo: fisgar um milionário para ser seu marido. Sem muito sucesso, ela vai ganhando a vida como pode, seja conseguindo uns trocados como visitante semanal de um mafioso na cadeia, ou como acompanhante de homens ricos em jantares (leia-se garota de programa, apesar desse termo não ser dito explicitamente).

Num dia qualquer, ela conhece seu novo vizinho do apartamento de cima, Paul Varjak, um escritor que vive às custas de uma amante rica. Os dois começam uma amizade muito bonita, onde um toma conta do outro como pode. Quando o passado de Holly vem à tona e surge a possibilidade dela voltar à sua cidade natal, Paul começa a se sentir diferente, descobrindo um novo sentimento pela moça. O problema é que o escritor não tem onde cair morto, o que faz com que Holly relute em se entregar ao mesmo sentimento.

O filme é delicioso de se ver! Audrey Hepburn, com certeza, é uma das mulheres mais bonitas da história do cinema e esse personagem ajuda em muito a manter esse título. Mesmo sem dinheiro para nada, Holly se veste com elegância e está sempre linda. Além disso, não tem como não gostar dessa moça doce, ingênua e engraçada, que tem como lugar preferido no mundo a joalheria Tiffany's, um lugar extraordinário, onde os problemas não existem, segundo ela.

Nota: 5 popcorns. Filme para rever e rever. Lindo, clássico, divertido e recomendado!

Trailer "the book is on the table". Mas, dá pra ver exatamente como Audrey era bela.



Ficha técnica:
título original: Breakfast at Tiffany's
ano de lançamento: 1961
direção: Blake Edwards
roteiro: George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
música: Henry Mancini
fotografia: Franz Planer e Philip H. Lathrop
direção de arte: Roland Anderson e Hal Pereira
figurino: Hubert de Givenchy e Pauline Trigere
edição: Howard A. Smith
elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen

Amores,

daqui a pouco a crítica de quinta-feira.

bjoks

19.5.11

Dia 227 - Filme 227 - Amor, Sublime Amor


Olá, queridos!

No domingo, assisti a um musical super famoso, vencedor de 10 Oscar, incluindo Melhor Filme e Diretor. Agradeço a minha amiga Aline que sempre proporciona os filmes clássicos aqui no 365Pipocas, e dessa vez não foi diferente.

Eu sempre vi cenas de "Amor, Sublime Amor" nas festas do Oscar. Sempre que eles mostram um histórico de todos os anos da premiação, tem pelo menos uma cena desse filme. Mas, nunca soube do que se tratava. Além de ser um dos musicais mais famosos do cinema, o filme é baseado na peça de Shakespeare, "Romeu e Julieta". Bacana, né? O velho Bill está sempre rondando as telas cinematográficas.

Duas gangues de rua dominam a parte oeste de Manhattan, em Nova Iorque, na década de 1950. Os "Jets" são os adolescentes anglo-saxões e os "Sharks" são o grupo dos porto-riquenhos. As gangues vivem se enfrentando para decidir que realmente é a dona da rua (parece plano do Cebolinha da turma da Mônica, eheheh).

Durante uma festa onde estão os dois grupos, Maria, a irmã do líder dos Sharks se apaixona pelo ex-líder dos Jets, Tony. O problema é que nenhuma das gangues aceita esse romance e os dois têm que passar a se encontrar as escondidas.

Mesmo assim, os dois grupos resolvem se enfrentar definitivamente, colocando o melhor homem de cada gangue para brigar. Tony tenta apartar a briga, mas uma tragédia (no spoilers, please) pode acabar com todas as chances dele com Maria.

Eu gostei do filme. As músicas são muito boas e as coreografias também. A história é bacana e mesmo baseada em Romeu e Julieta, traz uma forma diferente para mostrar a rixa entre as duas "famílias".

Nota: 4 popcorns. O gênero musical não agrada todo mundo, mas eu achei muito bom. Só não leva nota máxima porque é um filme longo.

Trailer sem letrinhas.



Ficha técnica:
título original: West Side Story
ano de lançamento: 1961
direção: Jerome Robbins, Robert Wise
roteiro: Ernest Lehman, baseado em musical de Arthur Laurents
produção: Robert Wise
música: Leonard Bernstein e Saul Chaplin
fotografia: Daniel L. Fapp
figurino: Irene Sharaff
edição: Thomas Stanford
elenco: Natalie Wood, Richard Beymer, Russ Tamblyn, Rita Moreno

Amores,

daqui a pouco a crítica de segunda.

bjoks

4.5.11

Dia 213 - Filme 213 - Butch Cassidy


Olá, meu povo!

No domingo assisti a um filme emprestado pela minha amiga Aline que garantiu que eu ia gostar muito, por ser um clássico e principalmente por ser com o número 1 do meu Top Five de Coroas, Paul Newman.

"Butch Cassidy" conta a história real desse famoso ladrão de bancos (Paul Newman), seu parceiro de todas as horas, Sundance Kid (Robert Redford), e a vida que eles levavam no início do século XX no estado de Wyoming nos EUA.

O filme acompanha a vida dos dois ladrões e a forma como eles viviam fugindo da polícia. Além de bancos, o bando comandado por Butch assaltava trens pagadores e após roubarem de um homem muito rico e poderoso, passam a ser perseguidos intensamente por um xerife incansável. Os dois parceiros tentam escapar de todas as formas e vão parar na Bolívia junto com Etta Place, a namorada de Sundance, na esperanaça de despistarem o xerife. O problema é que eles não conseguem ficar longe dos bancos locais e a fama começa a ficar grande, o que leva ao triste final desses dois foras-da-lei, mas simpáticos e divertidos personagens.

"Butch Cassidy" é extremamente bom. Paul Newman e Robert Redford estão perfeitos juntos e os personagens se completam, como acontece em "Golpe de Mestre" de 1973 já visto aqui no blog (confira a crítica). Por mais que Butch e Sundance sejam bandidos, é impossível não se apaixonar pelos personagens. O primeiro é um charme e sempre engraçado e o outro é meio bobão, mas um atirador de primeira. E um não é nada sem o outro.

Não sei se os dois eram amigos na vida real, mas achei linda essa foto que encontrei na internet:
















"Butch Cassidy" foi indicado a sete Oscar: Filme, Diretor, Roteiro Original (venceu), Fotografia (venceu), Trilha Sonora (venceu), Canção Original (venceu) e Som.

Nota: 5 popcorns. Western de alta qualidade, história interessante e dois atores lindões e excelentes no que fazem.

Trailer sem letrinhas.



Ficha técnica:
título original: Butch Cassidy and the Sundance Kid
ano de lançamento: 1969
direção: George Roy Hill
roteiro: William Goldman
produção: John Foreman
música: Burt Bacarach
fotografia: Conrad L. Hall
direção de arte: Philip M. Jefferis e Jack Martin Smith
figurino: Edith Head
edição: John C. Howard e Richard C. Meyer
elenco: Paul Newman, Robert Redford, Katharine Ross, Strother Martin

Amorecos,

daqui a pouco a crítica de segunda.

bjoks!

19.4.11

Dia 201 - Filme 201 - Romeu e Julieta


Olá, meus queridos!

Penúltimo dia de férias, já que quinta e sexta todo mundo está de folga! Mas, garanto que deu pra descansar bem. Claro que se tivesse mais um mês de bobeira, não ia reclamar, não!

Bom, hoje eu assisti a um filme que eu estou careca de saber a história e acredito que vocês também, mas nunca tinha visto essa versão de 1968. Quem me emprestou e indicou "Romeu e Julieta" foi a minha amiga Aline e as minhas primas Clara, Paula e Luísa (lindonas como toda a família) também me disseram que eu ia adorar essa versão. E como eu A-M-O a versão de 1996 com Leonardo Di Caprio e Claire Danes, resolvi seguir o conselho delas.

Em Verona (Itália), duas famílias rivais, os Capuleto e os Montecchios, vivem se enfrentando. Numa noite de festa na casa dos primeiros, Romeu, filho do chefe Montecchio, se apaixona por Julieta, filha de seus inimigos. Para viver esse amor proibido, os dois têm como fiel aliado o Frei Lourenço, que realiza o casamento dos dois e trama um plano para que eles fiquem juntos, mesmo após Romeu ter tirado a vida de Teobaldo, primo de Julieta. Mas, como todos sabem, o plano dá errado e temos como final, a mais triste história de amor de todos os tempos.

Eu gostei do filme, mas não sei se esse gostar foi por causa dessa versão inédita para mim ou se foi porque eu me lembrava o tempo todo do lindinho Romeu de Leonardo Di Caprio. Os atores principais são uma gracinha, mas parece que em algumas cenas eles ficaram meio perdidos, o que acaba deixando a interpretação forçada.

Nota: 3 popcorns. É tudo lindo, a história, o figurino e a música. Mas, continuo preferindo de longe a versão hard-core, violenta e moderna de Baz Luhrmann.



Ficha técnica:
título original: Romeo and Juliet
ano de lançamento: 1968
direção: Franco Zeffirelli
roteiro: Franco Brusati, Maestro D'Amico e Franco Zeffirelli, baseado em peça teatral de William Shakespeare
produção: John Brabourne e Anthony Havelock-Allan
música: Nino Rota
fotografia: Pasqualino De Santis
direção de arte: Emilio Carcano e Luciano Puccini
figurino: Danilo Donati
edição: Reginald Mills
elenco: Leonard Whiting, Olivia Hussey, John McEnery, Milo O'Shea

Amores,

amanhã é dia do maridinho por aqui. Torçam pra ele ser bonzinho comigo!

bjoks

7.4.11

Dia 187 - Filme 187 - Love Story - Uma história de amor



Olá, gatinhas e gatões!

Quase acabando a correria, ok? E vamos ao que interessa!

Nessa terça, assisti a um filme indicado e emprestado pela minha amiga Aline que disse que gosta muito dele, além de ser um filme bem famoso e que eu sempre tive vontade de ver.

"Love Story - Uma História de Amor" fala da paixão de um casal de jovens, Oliver e Jennifer, que se conhece durante o período de faculdade dos dois. Enquanto ela estuda Música e vende o almoço para pagar o jantar, ele se prepara para estudar Direito em Harvard e vem de uma família tão milionária que é considerada uma das maiores patrocinadoras da faculdade onde eles estudam.

Os dois resolvem se casar e isso não é bem visto pela família de Oliver, primeiro por ele ainda não ter conseguido ser aceito em Harvard e depois pela condição financeira de Jennifer e de sua família. Mesmo sem apoio dos pais dele, os dois se casam e passam a viver uma vida bem dura sem grana, mas sempre com muito amor, até eles passarem um final trágico de separação.

O filme é muito bonito, mostra a pureza de um amor que supera várias dificuldades e não diminui. É muito legal ver o apoio de um com o outro em todos os momentos ruins e a felicidade das horas boas. Um casal tchuqui-tchuqui mesmo. Apesar de eu achar os atores um pouco forçados às vezes. E é em "Love Story" que podemos ouvir a famosa frase "Love means never having to say you're sorry" (Amar é nunca ter que pedir perdão).

Nota: 4 popcorns. Mesmo não virando fã número 1 dos atores principais, achei a história muito linda.

Não achei um trailer, mas uma cena bem bonitinha:



Ficha técnica:
título original: Love Story
ano de lançamento: 1970
direção: Arthur Hiller
roteiro: Erich Segal
produção: Howard G. Minsky
música: Francis Lai
fotografia: Richard C. Kratina
figurino: Alice Manougan Martin e Pearl Somner
edição: Robert C. Jones
elenco: Ali MacGraw, Ryan O'Neal, John Marley, Ray Milland

Lindões,

daqui a pouco a crítica dessa quarta.

bjoks

29.3.11

Dia 178 - Filme 178 - A Primeira Noite de um Homem


Olá, meu povo!

No domingo me deu uma vontade de locar algum filme indicado ao Oscar que eu ainda não tivesse assistido. Até tinham alguns DVDs em casa, mas queria algo inédito.

Na locadora achei várias opções, mas resolvi locar "A Primeira Noite de um Homem" e finalmente conhecer a história que eternizou a Sra. Robinson.

Ben (Dustin Hoffman) é um rapaz tímido que acaba de se formar na faculdade, mas anda sem saber o que fazer da vida apesar das cobranças. Depois de uma festa organizada por seus país para comemorar sua formatura, ele é seduzido pela Sra. Robinson, uma coroa enxuta que é casada com o sócio do pai de Ben.

Os dois se envolvem numa relação puramente sexual, até que ele é forçado pelos pais a convidar a filha da Sra. Robinson, Elaine, para sair. Sem alternativa, ele tenta tratar a garota mal, mas acaba se apaixonando por ela, o que causa a fúria de sua amante-sogra.

Ah, galera, vou ser bem sincera com vocês, eu gostei mais da trilha sonora que do filme. Mesmo com músicas famosíssimas de Simon e Garfunkel, como "Mrs. Robinson" e "The Sound of Silence", eu realmente esperava bem mais do filme. Tudo bem, fala dos relacionamentos, das incertezas da juventude e principalmente da descoberta da sexualidade. Mas, eu achava que o filme era muuuuuito melhor. Provavelmente eu não tenha curtido muito por ter começado a assisti-lo com uma expectativa muito grande.

O filme foi indicado a sete Oscar: melhor filme, diretor, ator, atriz, atriz coadjuvante, fotografia e roteiro adaptado.

Nota: 3 popcorns. Desculpem-me os fãs, mas só gostei da trilha sonora e de ver o Dustin Hoffman bem novo. Pra assistir uma vez só.

Trailer com legendas, mas com vários erros de tradução.



Ficha técnica:
titulo original: The Graduate
ano de lançamento: 1967
direção: Mike Nichols
roteiro: Calder Willingham e Buck Henry, baseado em livro de Charles Webb
produção: Mike Nichols e Lawrence Turman
música: Dave Grusin e Paul Simon
fotografia: Robert Surtees
figurino: Patricia Zipprodt
edição: Sam O'Steen
elenco: Anne Bancroft, Dustin Hoffman, Katharine Ross, William Daniels

Amores,

desculpem o atraso. Daqui a pouco a crítica de segunda.

bjoks

22.3.11

Dia 173 - Filme173 - Era uma vez no oeste


Olá, meus queridos!

O filme dessa terça foi indicado e emprestado pela minha amiga Aline, que ainda está em Natal/RN curtindo umas férias. Valeu, flore, mas pára de postar as fotos dos seus almoços no Mangai!!! Sacanagem com os pobres mortais!

Eu já tinha ouvido falar de "Era uma vez no oeste", mas só porque o meu pai tem esse DVD em casa, que por sinal, descobri que está aqui comigo. Foi mal, papi!

O filme gira em torno de quatro personagens: a ex-prostitura Jill, que chega à cidade para encontrar seu novo marido e os filhos dele; o bandido Cheyenne; o pistoleiro Frank e um homem sem nome que vive tocando uma gaita.

Ao chegar à cidade, Jill descobre que está viúva e que herdou as terras dele. Frank, o mandante do crime, não sabia da existência da viúva e precisa dar um fim nela para ficar com as terras que vão valer muito dinheiro no futuro. Ele plantou provas na cena do crime para colocar a culpa no bandido Cheyenne que aparece para desmentir tudo. E no meio de todos está o homem sem nome, que algumas vezes ajuda os outros três e em outras dá as costas, especialmente para Frank que parece ser o seu objetivo de vida.

Li na Wikipédia que o filme foi um fracasso na época do lançamento, mas hoje é considerado um clássico do western. É o primeiro filme de uma trilogia do diretor Sergio Leone que também dirigiu "Quando explode a vingança" (1972) e "Era uma vez na América" (1984). E Leone dá um show de direção sinceramente. Ele sabe criar o suspense só com o movimento de câmera, capta as melhores emoções de cada ator e usa técnicas avançadas para a época da filmagem. Fotografia perfeita e pura aula de direção.

Nota: 4 popcorns. O filme é longo e fica cansativo às vezes, mas o trabalho de todos os envolvidos deixa tudo fácil de assistir e gostar. Por ser western, pode não agradar muitos.

Trailer "the book is on the table".



Ficha técnica:
título original: C'era una Volta il West
ano de lançamento: 1968
direção: Sergio Leone
roteiro: Sergio Donati e Sergio Leone, baseado em estória de Dario Argento, Sergio Leone e Bernardo Bertolucci
produção: Fulvio Morsella
música: Ennio Morricone
fotografia: Tonino Delli Colli
figurino: Carlo Simi
edição: Nino Baragli

Amores,

amanhã é dia do maridinho por aqui. Mesmo tendo sorte nas últimas semanas, torçam por mim, ok?

bjoks

6.2.11

Dia 128 - Filme 128 - Lawrence da Arábia


Oi, lindas e lindos!

Gente, o filme de ontem acabou comigo! Enooooorme! Quase quatro horas de história. Mas, valeu! E mais uma vez quero agradecer a minha amiga Aline, que me emprestou o DVD, além de ser apaixonada por ele. Valeu, flore!


"Lawrence da Arábia" é um filme gigantesco. Tanto na importância para o cinema, quanto na metragem do rolo de filme. Galera, o filme tem três horas e 49 minutos, vocês acreditam? Foi o maior filme que eu já assisti até hoje. E a história é grandiosa também.

O filme conta a história real de T. E. Lawrence, um tenente britânico baseado no Cairo durante a Primeira Guerra Mundial que trabalha como colorista de mapas para o exército. Cansado dessa rotina, ele dá um jeito de ser transferido para a Península Arábica e acaba sendo o principal militar a unir os inimigos árabes e o exército britânico para lutarem juntos contra o exército turco, que quer dominar a Península para anexá-la ao seu território.

Lawrence comanda os árabes de uma forma brilhante, o que faz com que ele seja aceito como um deles, passando a ser chamado de Al Lawrence, além de usar roupas daquela região. O sucesso de uma batalha, quando os árabes tomam a cidade de Aqaba sob o comando de Lawrence, faz com que o exército britânico reconheça o trabalho dele, que usa sua liderança para continuar conquistando novos territórios com os árabes. E Lawrence continua apoiando o povo árabe, sonhando que aquele povo ainda teria direitos sobre seu país.

Lawrence é um líder. Isso é fato. Apaixonado pela vida dos beduínos e pelo deserto, ele quer a liberdade dos árabes e para isso acaba passando uma imagem meio petulante de todo-poderoso. Não chega a ser uma pessoa insuportável por "se achar" demais, mas em algumas vezes deu pra achar que ele era meio chatinho.

O filme é um épico do cinema, vencedor de 7 Oscar, incluíndo Melhor Filme. Os aspectos técnicos são de tirar o chapéu: fotografia belíssima e inovadora com cenas lindas no deserto, trilha sonora de peso e roteiro excelente. Os atores também são muito bons, com destaque para Omar Sharif, em um dos seus mais importantes papéis como o árabe Sherif Ali.

Nota: 4 popcorns. O filme é muito bom, mas tranquilamente poderia ser menor. Tem várias cenas muito longas e sem diálogos que poderiam ser reduzidas.

Trailer curtinho, mas sem legendas.



Ficha técnica:
título original: Lawrence of Arabia
ano de lançamento: 1962
direção: David Lean
roteiro: Robert Bolt e Michael Wilson, baseado nos textos de T.E. Lawrence
produção: Sam Spiegel
música: Maurice Jarre
fotografia: Freddie Young
direção de arte: John Stoll
figurino: Phyllis Dalton
edição: Anne V. Coates
elenco: Peter O'Toole, Alec Guinness, Anthony Quinn, Jack Hawkins, Omar Sharif

Amorecos,

como fui pra casa da mamãe pra ajudar com o doentinho, o fim de semana foi corrido. Mas, o filme desse domingo foi assistido e a crítica vem nessa segunda, ok? Obrigada pela paciência!

bjoks

13.1.11

Dia 105 - Filme 105 - Deus e o Diabo na Terra do Sol


Olá, minha gente!

Últimos dias de férias, buáaaaaaa! Queria mais uns três meses de descanso, sombra e água fresca. Mas, como não sou deputada e nem trabalho no judiciário, na segunda a labuta continua.

O filme de hoje foi patrocinado pela minha tia e minhas primas, lindonas por sinal. Valeu, mais uma vez, flores!!!

Eu nunca tinha assistido a nada do Glauber Rocha. Nem sabia muito sobre a história dele, o estilo de seus filmes ou como ele trabalhava. Conhecia a fama dele de ser um homem à frente de seu tempo, apaixonado pelo povo brasileiro, mas nunca tive acesso aos seus filmes.



"Deus e o Diabo na Terra do Sol" é considerado um marco no cinema novo brasileiro. Foi gravado em Monte Santo na Bahia, com atores contracenando com a população local. O filme conta a história de Manoel (Geraldo Del Rey) e sua mulher Rosa (Yoná Magalhães), que vivem no sertão nordestino e lutam pela sobrevivência. Após matar seu patrão que o passou pra trás, Manoel foge com a esposa. Os dois se juntam a um grupo religioso que segue o "santo" Sebastião, que promete a salvação a todos que seguirem suas orientações de penitência e dedicação fervorosa às vontades de Deus.

O grupo de Sebastião é perseguido por Antônio das Mortes, um matador contratado pelos latifundiários da região para acabar com ele e seus seguidores, pois depois que o beato apareceu, a Igreja começou a perder renda com os serviços que presta à população. O matador acaba com todo o grupo de Sebastião, com exceção de Manoel e Rosa que mais uma vez fogem e se juntam a um bando de cangaceiros, sobreviventes do massacre contra Lampião e Maria Bonita, liderados pelo terrível Corisco (Othon Bastos).

O filme é cheio de mensagens nas entrelinhas. Sebastião representa o Deus do título, enquanto Corisco é o Diabo. Os dois vivem no sertão tentando sobreviver à sua maneira, cada qual agindo de acordo com o que acredita, o bem e o mal que acabam influenciando a vida de Manoel e Rosa. O sofrimento e a opressão ao povo nordestino, a ligação exagerada à salvação pela religião e a esperança de que o "sertão vai virar mar", ou seja, que aquele povo ainda vai ser feliz um dia, são muito bem expostos por Glauber Rocha nesse filme que marca a história do cinema brasileiro.

Nota: 3 popcorns. Eu sei que o filme representa muito para o cinema brasileiro, mas me deixou super cansada! É muito longo, cheio de cenas sem diálogos que dão sono mesmo! Só que não é qualquer diretor que pode apresentar uma trilha sonora composta por Heitor Villa-Lobos, não é mesmo?



Ficha técnica:
título original: Deus e Diabo na Terra do Sol
ano de lançamento: 1964
direção: Glauber Rocha
roteiro: Glauber Rocha e Walter Lima Jr.
produção: Luiz Augusto Mendes
música: Heitor Villa-Lobos
fotografia: Waldemar Lima
elenco: Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Maurício do Valle, Othon Bastos

Amanhã vou cumprir a promessa e acertar as contas da categoria "And the Oscar goes to..." Aguardem!

bjoks

3.12.10

Dia 64 - Filme 64 - Mary Poppins


Olá, xuxus!

Sexta-feira da pura preguiça. Véspera de duas semanas longe do trabalho, mas na correria de curso hardcore. Então, já vou avisando, nas próximas duas semanas posso ficar um pouco distante dos comentários de vocês, mas lerei todos e responderei assim que der, ok? Continuem participando.

Mas, criançada, hoje, como prometi, trouxe um filme do fundo do baú, que fez parte importante da minha infância e que eu sinto muita falta de não ver novos filmes como esse hoje em dia. "Mary Poppins" é um dos filmes do meu tempo de criança. Lembro direitinho de assistir com as hermanitas, cantando todas as músicas, mesmo em inglês, ok?


A mocinha do título é a babá mais perfeita do mundo, que chega trazida pelos ventos para uma casa com duas pestinhas, Jane e Michael, crianças terríveis que nenhuma babá aguenta. Mary Poppins chega com todos os toques de magia possíveis, levando as crianças a viver experiências inimagináveis, como pular dentro de um desenho e cair em uma paisagem campestre; andar de carrossel e sair com os cavalos para participar de uma corrida; beber remédio com o seu sabor favorito e várias outras coisas que eu ficava louca na infância para fazer. E Mary Poppins muda a vida dessas crianças, mas principalmente a do pai delas, um banqueiro carrancudo e sem um pingo de senso de humor. Tudo isso misturando cenas reais e animação, cheio de efeitos especiais, em 1964!!!!

Gente, eu lembrei de todas as músicas, cantei junto e morri de rir de todas as cenas de novo! Um filme lindo, com lições para todos nós, especialmente de não levar a vida tão a sério e sempre dar valor a quem está perto de nós. E Mary Poppins está ótima como a babá perfeita e linda como sempre!

Nota: 5 popcorns. Quem tiver criança, assista com elas. Acho que vale a pena! Só não sei se essas crianças de hoje vão gostar muito, mas, vou incluir na estante dos meus cinco filhos (futuros, claro).

Parte do filme onde Mary Poppins nos ensina a maior palavra do mundo, usada para quando não sabemos o que dizer.



Ficha técnica:
título original: Mary Poppins
ano de lançamento: 1964
Direção: Robert Stevenson
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bill Walsh, Don DaGradi, P. L. Travers (livro)
elenco: Julie Andrews, Dick Van Dyke, Karen Dotrice, Matthew Garber, David Tomlinson, Glynis Johns

Meninos e meninas, amanhã é dia de biografia por aqui.

bjoks e se for beber nessa sexta, leve o telefone do taxi, ok?

2.12.10

Dia 63 - Filme 63 - Ao mestre, com carinho


Oi, bonitinhos!!!!!!!

E aí? Já estão em clima de Natal? Ho, Ho, Ho!!!! Vocês acham que esse ano passou rápido demais? Gente, não tem explicação!!! Agora a pouco estávamos torcendo pra Portugal, é, ops, pro Brasil na Copa do Mundo!!! Daqui a pouco já é carnaval de novo, Páscoa, férias de julho, Dia das Crianças e Natal de novo!!!! Mas, todo mundo fica mais novo a cada dia né? Então, pra quê se preocupar???


Vocês já assistiram "Ao Mestre, Com Carinho"? Esse foi o filme que eu vi hoje, patrocinado pela minha tia e pelas minhas primas (grande abraço pra vocês, lindonas). Gente, que filme emocionante. Acho que fiquei assim também por me identificar muito com essa função de professor, sala de aula, aprendizagem... Ainda mais agora, que estou tentando entrar nessa carreira!

O filme conta a história do engenheiro desempregado, Mark Thackeray (Sidney Poitier), que depois de tentar por muito tempo conseguir um emprego em sua área, resolve aceitar uma vaga de professor em uma escola secundária da periferia de Londres. O problema é que Thackeray assume uma classe de alunos problemáticos, rejeitados por outras escolas, que acabam com o físico e com a alma de cada professor que tenta entrar ali.

Tentando não perder a paciência, pois é isso que os estudantes querem, Thackeray tenta de todas as formas ensinar alguma coisa pra essas mentes vazias. Mas, ele só tem sucesso, quando passa a tratar os adolescentes como adultos, conversando com eles sobre as coisas da vida, as verdades do mundo, as experiências que viveu, mostrando como um adulto se porta, tratando os alunos sempre com respeito.

O filme mostra uma lição muito bonita de que temos que respeitar as pessoas pelo que elas são e pelo que trazem de experiência, independente de sua idade, classe social ou raça. E tem uma cena linda no final, quando os alunos cantam uma música para o "Sir" Thackeray.

Nota: 4 popcorns. Gostei muito! Daqueles filmes que não se cansa de assistir. Tem algumas cenas meio perdidas, desconexas, mas Sidney Poitier está excelente no papel do "Sir".

Trouxe pra vocês a cena com a música. Espero que achem linda, como eu achei.



Ficha técnica:
título original: To Sir, With Love
ano de lançamento: 1967
Direção: James Clavell
Roteiro: James Clavell, E.R. Braithwaite (romance)
Música: Ron Grainer
Fotografia: Paul Beeson
Edição: Peter Thornton
Elenco: Sidney Poitier, Christian Roberts, Judy Geeson, Suzy Kendall, Lulu

Como todo mundo espera, amanhã é dia de criançada aqui no blog.
E já vou avisando: o filme de amanhã eu tirei do fundo do baú. Adoooooro!

bjoks e até lá!

19.11.10

Dia 50 - Filme 50 - A Espada era a Lei

Olá, crianças lindinhas!!!!

Tudo bem com vocês? Mais uma sexta-feira, êba, êba, mas sem feriado desse vez, ahhhhhhh.

Hoje assisti mais um filme emprestado pela minha tia e minhas primas (todas lindonas, viu), sobre a lenda do Rei Arthur. Confesso que nunca tinha ouvido falar, mas como eu me lembro do Merlin dos livrinhos da Disney que eu tinha em casa quando criança, fiquei curiosa.


"A Espada era a Lei" começa contando a lenda da espada encravada em uma pedra que só pode ser retirada por aquele que se tornará o Rei da Inglaterra. Sem saber de nada, Arthur, um órfão esperto que sonha em ser um grande cavaleiro, vive como ajudante de cozinha em um castelo fora de Londres. Um dia, Arthur conhece Merlin, o maior mago do mundo, que sabe tudo do futuro, que o oferece educação escolar. Para isso, ele se muda, junto com seu fiel escudeiro, Arquimedes (uma coruja muito mal-humorada) para uma torre no castelo onde Arthur mora.

Prevendo o futuro, Merlin dá aulas práticas a Arthur sobre como a inteligência pode vencer a força. Durante o estudo, Arthur se depara com vários personagens engraçados e outros perigosos, o que vai formando suas características.

Mas, a lenda se revela mesmo quando Arthur, em visita a Londres para que seu patrão possa participar do torneio que vai escolher o novo rei, tira da pedra a famosa espada, tornando-se, assim, o novo Rei da Inglaterra.

No começo eu achei o filme um pouco chatinho, mas as cenas do Merlin são muito engraçadas e a história é uma graça! E não tinha nem idéia de que o filme é de 1963!!

Nota: 3 popcorns. Não esperem por um filme perfeito da Disney, cheio de detalhes e cenários espetaculares. Mas, a história é ótima e cheia de personagens bacanas.



Ficha técnica:
título original: The Sword in the Stone
ano de lançamento: 1963
Direção Wolfgang Reitherman
Roteiro Bill Peet, T.H. White (livro)
vozes: Rickie Sorensen, Karl Swenson, Junius Matthews, Sebastian Cabot, Martha Wentworth

Pessoas, aproveitem a sexta-feira com juízo, ok? Levem o telefone do rádio-taxi!

bjoks e amanhã tem "Quem é mesmo?".

17.10.10

Dia 17 - Filme 17 - Perdidos na Noite

Olá, meu povo querido!

Domingo de preguiça, sem querer aceitar que o dia vai ser menor por causa do horário de verão. Mas, vamos ao que interessa, porque hoje é dia de ganhadores do Oscar, na categoria "And the Oscar goes to..."

O filme de hoje foi indicado pelo Diego Baraldi, que escreve o blog Sessão Curta ao Sábado (http://curtaosabado.blogspot.com). Nós estudamos juntos na faculdade, mas faz um tempão que não nos encontramos. Diego, fico muito feliz que você esteja acompanhando o blog e adorei a indicação de hoje: Perdidos na Noite.


Perdidos na Noite (ou Midnight Cowboy, no título original) conta a história de Joe Buck (Jon Voight, o pai da Angelina Jolie), um texano ingênuo, que acredita que sua chegada a Nova Iorque vai salvar a vida sexual das mulheres ricas de lá. Achando que vai fazer a vida como garoto de aluguel, Joe acaba usado pelas poucas mulheres que encontra e literalmente paga pra trabalhar.

Joe conhece o malandro de rua Ratzo Rizzo (Dustin Hoffman), que aproveita da ingenuidade do texano para lhe aplicar um pequeno golpe. Depois de acabar com sua grana e ser despejado do hotel onde morava, Joe reencontra Ratzo que, com pena, resolve acolhê-lo e uma parceria de trapaças é iniciada. E assim, vão vivendo a vida, com situações engraçadas pela falta de malícia de Joe e o excesso dela da parte de Ratzo.

Perdidos na Noite ganhou o Oscar de Melhor Filme em 1969 e também as estatuetas de Melhor Diretor e Roteiro Adapatado. Dustin Hoffman e Jon Voight foram indicados a Melhor Ator e o filme ainda recebeu as indicações de Melhor Edição e Melhor Atriz Coadjuvante. O filme causou polêmica na época de seu lançamento e é o primeiro filme na classificação X (por conta das cenas pornográficas) a ganhar o prêmio máximo da Academia.

Nota: 5 popcorns. Gostei muito mesmo do filme. Com uma ótima condução do diretor, atores maravilhosos, roteiro excelente e trilha sonora marcante, Perdidos na Noite é um clássico do cinema dos anos 1960 e super recomendando pelo 365Pipocas.

Abaixo, o trailer (sem legendas. Vamos treinar o inglês!!) e um pouco da ficha técnica:



Ficha técnica:
Título Original: Midnight Cowboy
Ano de lançamento: 1969
Direção: John Schlesinger
Roteiro: Waldo Salt
Baseado no romance de James Leo Herlihy
Elenco: Dustin Hoffman, Jon Voight, Brenda Vaccaro, John McGiver, Sylvia Miles

Criançada, espero que gostem desse filme. Valeu pela indicação, Diego!

Amanhã, dia de "Divina Comédia" e mais uma segunda-feira de trabalho, mesmo que o horário de verão dificulte.

bjoks e até lá.