Mostrando postagens com marcador 01 - And the Oscar goes to.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 01 - And the Oscar goes to.... Mostrar todas as postagens

21.2.14

Trapaça

Oi, gatinhos e gatinhas

Não estou aguentando a correria do trabalho e já estava com saudades desse blog lindo que eu adoro! E a correria ainda ta maior pra conseguir fechar a lista dos nove indicados ao Oscar de Melhor Filme. E, pra isso, duas semanas atrás tive que ir pra capital para assistir a "Trapaça", com a hermanita Jxu. Ótima compania, flore!!!

No fim dos anos 70, um pilantra de primeira categoria (!), Irving Rosenfeld (Christian Bale), e sua amante mais mau caráter ainda, Sydney Prosser (Amy Adams), vivem a vida entre golpes bancários e obras de arte, tudo sob a suspeita louca, deprimida e hilária da esposa de Irving, Rosalyn Rosenfeld (Jennifer Lawrence).

Mas, como sempre, um dia a pilantragem se dá mal e o casal de trambiqueiros cai nas mãos do agente do FBI, Richie DiMaso (Bradley "Xuxuzinho" Cooper, número 5 do meu Top Five), que, em troca de perdão de seus crimes, os força a participar de uma operação para incriminar políticos, mafiosos e todo o tipo de "ladrões" de colarinho branco. Um deles é Carmine Polito (Jeremy Renner), prefeito de Camden, Nova Jersey.

Sexy Lady
Sob o comando de David O. Russell, diretor de "O Vencedor" e "O Lado Bom da Vida" (visto aqui no 365Pipocas), o filme chama a atenção pelo brilhante elenco, repleto de astros indicados e vencedores de diversos prêmios nos últimos anos: Christian Bale agora gordo e careca - bem diferente do que vimos em "O Vencedor" - é aquele mau caráter que a gente passa a gostar, porque ele tem bom coração; Amy Adams em seu papel mais sensual está lindíssima como a falsa inglesa de cachos ruivos e parceira fiel (?) de Bale; Bradley Cooper continua um pão de ló, mesmo com os cabelos de permanente e a maioria das cenas engraçadas são com ele na tela; e a louca, desequilibrada e muito divertida Jennifer Lawrence mostra que mesmo passando uma imagem de ser "a última Coca-Cola do deserto" na vida real, consegue ser louca de duas formas diferentes (nesse e em "O Lado Bom da Vida). Destaque também para Jeremy Renner, o político bonzinho, bem intencionado, mas que segue os planos "tortos" de Rosenfeld e Prosser.

"Tem spray pra cabelo?"
"Trapaça" levou o Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme de Comédia/Musical, Melhor Atriz de Drama para Amy Adams e Melhor Atriz Coadjuvante para Jennifer Lawrence. No Oscar, que acontece no dia 02 de março, o filme está indicado em 10 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor (David O. Russell), Melhor Ator (Christian Bale), Melhor Atriz (Amy Adams), Melhor Ator Coadjuvante (Bradley Cooper), Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Lawrence), Melhor Roteiro Original, Melhor Edição, Melhor Figurino e Melhor Design de Produção.

Nota: 4 popcorns. Elenco perfeito junto ou separado, mas tem momentos que o filme perde a sequencia da história. Mas, recomendo!


Ficha técnica:
título original: American Hustle
ano de lançamento: 2013
diretor: David O. Russell
roteiro: Eric Warren Singer e David O. Russell
trilha sonora: Danny Elfman
fotografia: Linus Sandgren
edição: Alan Baumgarten, Jay Cassidy, Crispin Struthers

Gatinhos e gatinhas,

essa semana ainda vêm as críticas de "Philomena" e "Ela".

bjoks

28.1.14

O Lobo de Wall Street

Olá, meninas e meninos

Gente, vou confessar aqui, sem enrolação: eu sou APAIXONADA por Leonardo DiCaprio. Pronto, falei! Até nos filmes que ninguém gosta como “Romeu + Julieta” (visto aqui no 365Pipocas) ou “A Praia”, eu não consigo deixar de amar esse moço loiro dos olhos azuis. Provavelmente vocês não vão encontrar pessoa que não se cansa de assistir “Titanic” (também visto aqui) como eu.

Mas, se eu gosto dele em filmes onde sua atuação não é lá essas coisas, imaginem nos filmes em que ele dá SHOW em todas as cenas? É o que acontece em “O Lobo de Wall Street”, mais uma parceria de Leo (íntima) com Martin Scorsese, obra indicada em cinco categorias do Oscar 2014: Melhor Filme, Melhor Diretor (Scorsese), Melhor Ator (Di Caprio), Melhor Ator Coadjuvante (Jonah Hill) e Melhor Roteito Adaptado.

Leo vive a história real de Jordan Belfort, um corretor de Wall Street que quer ficar rico. E fica! Muito, aliás! O problema é a maneira que ele age pra nadar em dinheiro e aproveitar a vida. Depois de se dar mal no primeiro dia como corretor em uma grande empresa, a vida entrega a Jordan a galinha de ouro do mercado financeiro: ações que valem centavos, mas que pagam 50% de comissão. Daí pra frente, meu amigo, é só alegria!!!!

"Papai e Mamãe"
Pensem numa historia politicamente incorreta, cheia de orgias pesadíssimas, drogas de todos os tipos, palavrões como língua mãe, peitos e bundas de fora e a loucura de rasgar notas de cem dólares. Imaginaram? Agora tripliquem tudo o que pensaram e terão um pouquinho do que é “O Lobo de Wall Street”. Um filme diferente de todos os outros feitos pelo querido Scorsese, sem pudor, bruto, debochado, extremamente depravado e por outro lado, divertido, crível e grandioso.

O elenco é afiadíssimo: Leo está perfeito no papel do louco e inconseqüente Belfort; Jonah Hill está hilário como o fiel amigo de Jordan, Donnie (as cenas dos dois doidões de tanta droga são MARA); e Jean Dujardin, como um banqueiro suíço bem cara de pau. 

A direção de Scorsese é brilhante (como sempre) e todo mundo fica impressionado como um diretor entrega em um ano "A Invenção de Hugo Cabret", filme de fantasia, homenagem emocionante ao cinema e cheio de coisas boas e depois consegue trazer essa obra-prima do vulgar, mas o bom vulgar. Entendem? Claro que entendem!!! O cara dirigiu "Taxi Driver", "Touro Indomável" e o mais atual "Os Infiltrados". Gênio!

Happy Hour na firma
Infelizmente, acredito que não tem chances no Oscar, mesmo com o prêmio de Melhor Ator de Comédia que Di Caprio ganhou no Globo de Ouro. A Academia não gosta de rostinhos bonitos! Mas, quem sabe, né? A minha torcida vai ser pra ele!!!!!!

Nota: 5 popcorns. Não precisa dizer mais nada, não é mesmo? 


Ficha técnica:
título original: The Wolf of Wall Street
ano de lançamento: 2013
direção: Martin Scorsese
roteiro: Terence Winter, baseado no livro de Jordan Belfort
fotografia: Rodrigo Prieto
ediçao: Thelma Schoonmaker
figurino: Sandy Powell
elenco: Leonardo Di Caprio, Jonah Hill, Margot Robbie, Matthew McConaughey, Kyle Chandler

Amorecos,

torçam pros filmes chegarem nos cinemas aqui da terrinha logo!!!!!

bjoks

15.8.13

O lado bom da vida

Bradley Cooper faz parte do meu Top Five já faz um tempinho. Mesmo em 5º lugar, só do galã de belos olhos azuis (ou verdes, não consigo definir) estar na minha seleta lista já é uma honra (pra ele, claro!). Tenho quase certeza que ele ganhou o posto no meu rol de beldades depois que eu quase morri de rir em SE BEBER, NÃO CASE, mas, já tinha olhos pra ele desde PENETRAS BONS DE BICO, quando ele faz o namorado mauricinho e valentão (cagão, kkkk) da mocinha.

Se ele já tinha o meu voto em relação à beleza, ganhou a minha admiração nesse excelente O LADO BOM DA VIDA. Com uma atuação que vai do delírio à realidade em questão de milésimos de segundo, Bradley mostra que se tornou um ator merecedor de reconhecimento e deixou de ser só um rostinho/abdômen/olhos/cabelos bonitos.

Pat Solitano, Jr. (Cooper) é um cara problemático, explosivo e que está na pior depois de um tratamento psiquiátrico. Quando volta à vida familiar com seus pais Pat Solitano (Robert De Niro) e Dolores (Jacki Weaver), ele tenta colocar a vida no caminho certo e acaba conhecendo a biruta Tiffany (Jennifer Lawrence), outra criatura problemática.  Os dois começam uma amizade inusitada, brindada com as maluquices de cada um, ao mesmo tempo em que Tiffany faz uma proposta irrecusável a Pat. No spoilers, please!

E vamos tirar o chapéu também pra fofa Jennifer Lawrence, que vem dando show em seus últimos filmes, incluindo X-MEN ORIGINS e JOGOS VORAZES. Ela consegue trazer leveza ao papel da desequilibrada Tiffany, mas ao mesmo tempo dando o equilíbrio que falta na vida de Pat. Quando eles formam um par, um não se sobrepõe ao outro, eles se complementam e nos entregam um relacionamento estranho, mas normal. 

Li em muitos lugares que as pessoas se decepcionaram com O LADO BOM DA VIDA, esperavam mais de um filme que recebeu oito indicações ao Oscar. Não compartilho do mesmo sentimento. Lembro muito bem de quando saí do cinema com o maridinho, me sentindo muito feliz e satisfeita de ter visto um filme criativo e bacana, com uma trilha sonora bem legal e que conta com a ótima interpretação de Robert De Niro que recebeu uma indicação ao Oscar depois de 21 anos.

Nota: 5 popcorns. Eu gostei demais desse filme, achei merecidas as indicações e as vitórias dos diversos prêmios da temporada, mesmo querendo dar empate do Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence (que levou) e Jessica Chastain (A HORA MAIS ESCURA). 

Trailer com letrinhas!


Ficha técnica: 
título original: Silver Linings Playbook
ano de lançamento: 2012
direção: David O. Russell
roteiro: David O. Russel, baseado em livro de Matthew Quick
produção: Bob e Harvey Weinstein
música: Danny Elfman
fotografia: Masanobu Takayanagi
direção de arte: Judy Becker
figurino: Mark Bridges
edição: Jay Cassidy
elenco: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Jacki Weaver, Chris Tucker, Julia Stiles

Xuxuzinhos,

espero que estejam gostando dos posts. Aguardo sugestões de filmes e comentários de vocês.

bjoks e sonhem com Bradley Cooper, claro!

13.8.13

Argo (atrasado, mas tá valendo!)

Olá, gatinhas e gatões (que saudade que eu estava de cumprimentar vocês assim)

Eu sei que a noite do Oscar aconteceu em fevereiro e que todo mundo já sabe que o grande vencedor foi ARGO, mas como eu disse no post de “Volta”, vou escrever sobre filmes que me marcaram nesse ano sabático do blog.

Ben Affleck sempre foi um xuxuzinho na minha vida, apesar de nunca ter estado entre o seleto time do meu Top Five: só pra recordar 1) Rodrigo Santoro, 2) Jake Gyllenhaal, 3) Johnny Depp, 4) Brad Pitt e 5) Bradley Cooper, respectivamente, todos eles beeeeeeem depois do maridinho, claro. Sempre gostei de seus filmes e de sua beleza. Mesmo quando ele estrelou filmes podres como “Demolidor”, eu estava na torcida para ele se reerguer e seguir o caminho seu amigo Matt Damon, que só colecionava bons títulos.

E, finalmente, ARGO mostrou o quanto Ben pode ser o bom moço e nos brindar com todo seu talento na frente e por trás das câmeras. Claro que eu já tinha reparado isso no ótimo ATRAÇÃO PERIGOSA, visto aqui no blog no dia 292, estrelado e dirigido por ele com a participação de Jeremy Renner, Jon Hamm e Rebecca Hall.

A tarefa da CIA em tirar de Teerã (Irã) seis americanos que escaparam da Embaixada dos Estados Unidos
antes de uma invasão ao local por militantes que exigiam a extradição de um ex-governante (história verídica) é balela perto da idéia brilhante do personagem de Ben. Para salvar os seis compatriotas, o Agente Tony Mendez (Affleck) mistura sua vida de espião com um “antigo” sonho de ser cineasta (não dá pra contar mais ou vou acabar entregando a história toda).

Eu gostei muito do filme. O roteiro é muito bem direcionado por Ben e ainda conta com ótimas atuações de Alan Arkin (PEQUENA MISS SUNSHINE) e John Goodman (E aí, meu irmão, cadê você?) como os apoios de Mendez na idéia brilhante de literalmente despistar o governo iraniano até o último segundo.

Argo foi indicado a sete Oscars e levou as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição, e representa uma das maiores injustiças de todos os tempos: a ausência de indicação a melhor Diretor para Ben Affleck. O cara ganhou o BAFTA, o Broadcast Film Critics Association Award, o Directors Guild of America Award e o Globo de Ouro, tudo por Melhor Direção e não recebeu a merecida indicação ao Oscar nessa categoria. Mas, pra dançar no pescoço dos membros da Academia, ele subiu ao palco para receber o prêmio como produtor executivo de Argo (que é quem recebe quando a obra ganha como Melhor Filme). Fez um discurso lindo e apaixonado para sua “horrorosa” esposa Jennifer Garner e seus filhos. Quem acompanhou a minha “transmissão” do Oscar pelo Facebook se lembra da minha comemoração: Chuuuuuupa, Academia!!!!!

Nota: 4 popcorns. Não leva nota máxima, porque tem uma cena muito exagerada, que acabou ficando meio clichê no final. Mas, está na lista de recomendadíssimos.

Trailer com legendas. Êba, êba, êbaaaaaaa


Ficha Técnica:
título original: Argo
ano de lançamento: 2012
direção: Ben Affleck
produção: George Clooney, Grant Heslov, Ben Affleck, Graham King
roteiro: Chris Terrio
compositor: Alexandre Desplat
elenco: Ben Affleck, Alan Arkin, John Goodman, Bryan Cranston, Kyle Chandler, Chris Messina, Clea Duvall

É isso, meu povo amado! Espero que tenham gostado da crítica e voltem a acompanhar o blog.

bjoks e pra variar, hoje à noite sonhem com o Rodrigo Santoro!

10.2.12

Filme: Meia-noite em Paris (Midnight in Paris)

Poster oficial do filme
Salud, cherries!

Em clima francês, continuo a corrida para postar todos os indicados ao Oscar 2012 de Melhor Filme. E esse ano temos uma obra de Woody Allen entre os principais, fato que não ocorria desde (acho eu) "Hannah e Suas Irmãs" indicado em 1987.

Eu achava que não gostava dos filmes de Woody Allen e confesso que não vi muitos deles. Mas, por exemplo, "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" e "Vicky Cristina Barcelona" eu vi aqui e aqui no 365Pipocas e achei bem legais. E já vi também "Poderosa Afrodite" e "Celebridades". Não me lembro bem das histórias desses, mas acho que gostei na época que vi.

E o que pensar de um filme passado em Paris durante a primavera, com locações em pontos turísticos belíssimos e um elenco muito afinado, mesmo contando com Owen Wilson, um ator difícil de gostar, na minha opinião????? Eu curti muuuuito!

Wilson vive Gil Pende, um escritor de roteiros de televisão que está em Paris para negócios e lazer com sua esposa Inez (Rachel McAdams, perfeitamente irritante) e seus sogros. Apaixonado pela cidade, Gil quer aproveitar o lugar para refrescar a cabeça e dedicar-se a finalizar seu livro, que ninguém sabe do que se trata muito bem. Mas, como a chata da noiva dele não entra na onda de "viver" Paris em sua plenitude, Gil resolve explorar a cidade solitariamente.

Um casal de épocas diferentes
E em seus passeios noturnos, que passam a ser cada vez mais longos, Gil conhece pessoas que nunca teria imaginado em toda a sua vida: Cole Porter, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Salvador Dalí, todos no auge dos anos 1920, a época de ouro da velha Paris. Pensem na loucura!!!! A cara de Woody Allen, é claro!

Além de poder ter seu livro corrigido por Gertrude Stein (Kathy Bates), uma famosa escritora americana, amiga de Hemingway, Gil ainda se apaixona por uma típica francesa dos anos 1920, a amiga-colorida de Picasso, Adriana (Marion Cotillard). E essa relação faz Gil questionar-se se a época atual não é boa o suficiente para que ele escolha permanecer nela ou "voltar" para a era de ouro de Paris.
"Meia Noite em Paris" é uma viagem total, como se a coisa mais simples do mundo fosse encontrar Pablo Picasso e discutir com ele um de seus últimos quadros, mesmo você sendo um habitante do século XXI. As locações de Paris são as melhores possíveis, coisa mais linda de se ver, jardins, palácios, o Rio Sena... E pra completar, um elenco muito bacana, mesmo com o chato Owen Wilson, que me surpreendeu, lembrando um pouco o non-sense do próprio Woody Allen em seus filmes em que atua.

O filme está indicado aos Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Direção de Arte. Venceu o Globo de Ouro de Melhor Roteiro e ainda concorreu ao SAG Awards de Melhor Elenco de cinema.

Nota: 4 popcorns. Divertido, com elenco afinado (tem até participação de Carla Bruni, a primeira-dama da França) e mais um filme de Woody Allen que eu gostei.

Trailer com letrinhas, êba, êba!


Ficha técnica:
título original: Midnight in Paris
ano de lançamento: 2011
direção: Woody Allen
roteiro: Woody Allen
produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Jaume Roures
música: Stephane Wrembel
fotografia: Darius Khondji
direção de arte: Anne Seibel
figurino: Sonia Grande
edição: Alisa Lepselter
elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Kathy Bates, Adrien Brody

Amorecos,

a correria não acaba, mas, vou conseguir postar todos os filmes aqui. 

bjoks

3.2.12

Filme: O homem que mudou o jogo (Moneyball)

Cartaz do filme
Olá, meninas e meninos (principalmente as meninas, nesse caso)

Continua a minha corrida aqui no 365Pipocas para assistir e postar minha crítica a respeito de todos os indicados ao Oscar de Melhor Filme. E hoje é dia de "O homem que mudou o jogo" com o número 4 do meu Top Five, o cada vez mais charmoso Brad Pitt.

No filme, baseado em fatos reais, o lindão Brad interpreta Billy Beane, o mannager de um time pequeno de baseball que luta para se manter entre os grandes do esporte, mesmo com a grande diferença de orçamento que tem para comprar seus jogadores.

Com muito tempo na profissão, Billy está cansado da forma de contratação dos jogadores utilizada ano após ano junto com os olheiros do time. Ele quer algo mais, alguma coisa que revolucione a história do time e que de quebra, tire todo mundo do buraco do baseball.

O lance é que Billy encontra a solução pros seus problemas num cara que não tem nada a ver com o esporte, mas pelo menos tenta: Peter Brand (Jonah Hill), um jovem economista, formado em Yale que tem idéias diferentes para analisar a performance dos jogadores, explorando as estatísticas para contratar quem é melhor em cada posição.

Mesmo indo contra tudo o que já existiu no baseball, Billy contrata Peter como seu assistente e começa a montar o time para a temporada de 2002. Mas, claro, ele tem que enfrentar tanto a fúria dos olheiros que acham aquilo tudo uma baboseira quanto a do arrogante técnico Art Howe (Phillip Seymour Hoffman), que não aceita os palpites em "seu" time.

Pitt e Hill - os opostos se atraem
Além dos principais atores, destacam-se ainda Chris Pratt que faz um jogador que tem que mudar de posição no time, de acordo com as estatísticas de Peter; e a bonitinha Kerris Dorsey, que eu já amava na série Brothers & Sisters, fazendo o  papel da filha de Billy.

"O homem que mudou o jogo" vem colecionando indicações e prêmios em vários festivais e associações de críticos. Brad Pitt está em praticamente todas as listas de indicados a melhor ator e com razão, porque está perfeito no papel, maduro e cada vez mais seguro em cada interpretação. Claro que eu já tinha visto isso desde os tempos primórdios - Lendas da Paixão, Seven (visto aqui no blog), Os 12 Macacos, Clube da Luta, Snatch - Porcos e Diamantes, O Curioso Caso de Benjamin Button, Bastardos Inglórios etc, etc, etc... Uma pena que ainda não será reconhecido pela Academia, povo preconceituoso do cão.

No Globo de Ouro o filme recebeu quatro indicações: Filme de Drama, Ator, Ator Coadjuvante (Jonah Hill) e Roteiro. Não levou nenhum prêmio. No SAG Awards, concorreu aos dois prêmios de ator. Também não levou nenhum. No Oscar, além do prêmio principal, o filme ainda concorre nas categorias Melhor Ator (Brad Pitt), Ator Coadjuvante (Jonah Hill), Roteiro Adaptado, Mixagem de Som e Edição. Acho que não leva nenhum. Uma pena!

Nota: 4 popcorns. Um pouco cansativo porque tem um moooonte de regras e vocabulário do baseball, mas mesmo assim, agrada muito pelos personagens bem bacanas. E claro, Brad. Só por isso, já temos que assistir, né, meninas?



Ficha técnica:
título original: Moneyball
ano de lançamento: 2011

direção: Bennett Miller
roteiro: Steven Zaillian, Aaron Sorkin, baseados no argumento de Stan Chervin
produção: Brad Pitt, Michael De Luca e Rachael Horovitz
música: Mychael Danna
fotografia: Wally Pfister
direção de arte: Brad Ricker e David Scott
figurino: Kasia Walicka-Maimone
edição: Christopher Tellefsen
elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Robin Wright, Philip Seymour Hoffman, Chris Pratt, Kerris Dorsey

Amigas,

logo, logo, mais críticas dos indicados ao Oscar. Aguardem!

bjoks

2.2.12

Filme: Os Descendentes (The Descendants)

Cartaz de "Os Descendentes"
Olá, bonitos e bonitas

Como a corrida do Oscar já começou, eu também já comecei a minha para conseguir assistir a todos os indicados a Melhor Filme. Até agora já postei por aqui só "Histórias Cruzadas (The Help)" que até agora já venceu prêmios importantes que são termômetros pro Oscar: Globo de Ouro para Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer) que também venceu o SAG Awards na mesma categoria; o SAG também para Melhor Elenco de Cinema e Melhor Atriz para (Viola Davis), desbancando Meryl Streep (A Dama de Ferro) e Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn), as favoritas na premiação.

Mas, como ainda temos tempo até o dia 26 de fevereiro, grande dia da Academia, vou postando os filmes indicados que já consegui assistir e mesmo os outros que não estão na categoria principal. Aguardem, logo, logo: Meia-Noite em Paris; Millenium - Os Homens que não amavam as Mulheres; Missão Madrinha de Casamento; A Árvore da Vida; O Homem que mudou o jogo; e outros mais.

Mas, vamos ao que interessa que é o que eu achei de "Os Descendentes". George Clooney, o coroa galã de 11 entre 10 mulheres da humanidade, vive Matt King, um advogado que tem a vida "perfeita": mora em uma ilha do Havaí, tem um emprego estável, esposa e duas filhas e é descendente de uma família que tem a última extensão de terra de mata virgem de todo o Havaí. Como Matt o responsável pelas decisões do que fazer com a terra, ele se torna um amado-odiado pelos primos urubus, mas podre de rico, caso aceite as ofertas de compra da terra.

George Cloney e Shailene Woodley são pai e filha
Mas, por trás da bela vida, vemos que nada é o que parece. Há 23 dias, Matt, sua filha Scottie (Amara Miller) e a filha mais velha Alexandra (Shailene Woodley) passam por um drama familiar: a esposa de Matt e mãe das garotas está em coma após um acidente de lancha.

Matt que nunca foi um pai presente se vê agora jogado aos leões, leia-se filhas. Scottie ainda é uma criança que tem esperanças de que sua mãe se recupere para cuidar dela; mas, Alexandra é uma adolescente rebelde que dá a maior canseira em Matt. Por conta de um segredo que ela lhe revela, os dois passam a ser comparsas, junto com o amigo dela Sid (um garoto meio bobão, mas muito coerente) na descoberta da verdadeira vida da esposa moribunda, enquanto Matt tem que decidir o que faz com a terra deixada por seus ancestrais.

Eu gostei muito de "Os Descendentes". A dificuldade de um pai em tratar dos problemas das filhas, a filha adolescente que perde a confiança na mãe e se rebela, a criança que não perde a fé de que tudo vai melhorar. Está tudo lá. É um filme verdadeiro, com uma história possivelmente crível e personagens tão tangíveis que poderiam estar na casa ao lado (se morássemos no Havaí, eheheh).

A família King e o agregado Sid
Mas, o que mais me impressionou não foi a interpretação do sempre perfeito George Clooney, mas a capacidade de Shailene Woodley de fazer o espectador odiá-la e amá-la ao mesmo tempo, torcendo para que ela ajude seu pai e sua irmã a sair do buraco, mesmo estando bem mais abaixo que eles. Nunca tinha visto essa atriz em outros filmes, mas ganha o meu voto de pelo menos Revelação do Ano. Ótima!

O filme recebeu cinco indicações ao Globo de Ouro, vencendo nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Ator de Drama (George Clooney). No SAG Awards, apenas recebeu indicações para Melhor Elenco e Melhor Ator, também para Clooney. Na premiação da Academia, no dia 26 de fevereiro, concorrerá a Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Roteiro e Melhor Edição. Mas, acho que com as últimas premiações, deve levar apenas por roteiro. Palpite.

Nota: 4 popcorns. Filme tão real que poderia ser baseado em uma história verídica. Acho que foi totalmente coerente indicá-lo ao Oscar de Melhor Filme. Assistam!

Trailer legendado. Notem como Shailene é ótima!


Ficha técnica:
título original: The Descendants
ano de lançamento: 2011
direção: Alexander Payne
roteiro: Alexander Payne, Nat Faxon eJim Rash, baseados no livro de Kaui Hart Hemmings
produção: Alexander Payne, Jim Taylor e Jim Burke
fotografia: Phedon Papamichael
direção de arte: T.K. Kirkpatrick
figurino: Wendy Chuck
edição: Kevin Tent
elenco: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Nick Krause

Xuxus,

espero que gostem da crítica. Aguardo os comentários de vocês.

bjoks

12.1.12

Filme: Histórias Cruzadas (The Help)

Olá, minha gente linda

Agora que me atentei que no próximo domingo já acontece a premiação do Globo de Ouro 2012 e só coloquei a crítica de UM filme que assisti entre os indicados. E na tentativa de postar aqui mais opiniões sobre os poucos filmes que eu já consegui assistir, vou falar hoje sobre "Vidas Cruzadas", uma história baseada no romance "The Help" da escritora americana Kathryn Stockett.

Todo mundo sabe que mesmo nos dias de hoje ainda existe muito preconceito nos EUA em relação aos afro-descendentes. Imaginem uma história que se passa durante a década de 1950, no Mississipi, onde não existem domésticas brancas ou patroas negras e as criadas não tinham nem o direito de usar o banheiro da "casa-grande", pois poderiam transmitir doenças às "branquelas" e suas famílias. E isso é só o começo.

Somem a isso tudo, a vontade da recém-formada jornalista Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone) de escrever algo que vai abalar as estruturas da literatura americana: a visão das domésticas em relação ao separatismo racial. Com a ajuda de Aibileen Clark (Viola Davis) e Minny Jackson (Octavia Spencer), duas domésticas que estão até o pescoço de tanto aguentar humilhações, Skeeter começa a organizar a revolução literária, tentando esconder tudo de todos, especialmente de sua amiga Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard), a mulher mais terrível, preconceituosa e racista de todos os tempos.

Emma Stone escreve sobre a visão das domésticas
"Histórias Cruzadas" foi classificado no gênero comédia-dramática. A história é densa, mas com vários toques de humor, especialmente nas cenas onde Aibileen e Minny estão juntas falando das maldades que têm vontade de aprontar com suas patroas. Além disso, outro destaque do filme é Celia Foote (Jessica Chastain), uma mulher branca que sofre com o "apartheid" da sociedade da cidade, por ter se casado com o ex-namorado de Hilly.

Eu gostei muito do filme, cheio de mulheres fortes e ao mesmo tempo que expõem seus problemas e fragilidades, durante um período tão duro da história dos EUA. Emma Stone vem chamando minha atenção há algum tempo, mesmo no bobo "A Casa das Coelhinhas", o engraçado "A Mentira" e no último filme que assisti com ela "Amor a toda prova", que vai pintar por aqui antes do Globo de Ouro. Em "Histórias Cruzadas", Emma complementa com muita competência as atuações de Viola Davis e Octavia Spencer que, na minha opinião, são as donas do filme. Bryce Dallas Howard está bem como a vilã da história, mas em vários momentos sua atuação ficou exagerada e soou falsa. Não conhecia Jessica Chastain, já que até hoje não assisti a "Árvore da Vida", filme vencedor do Festival de Cannes 2011, onde ela atua ao lado do número 4 do meu Top Five, Brad Pitt. Gostei muito de sua atuação e ela tem o meu aval para merecer a indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante.

"Histórias Cruzadas" foi indicado ao Globo de Ouro em cinco categorias: Melhor Filme de Drama, Melhor Atriz de Drama (Viola Davis), Melhor Atriz Coadjuvante (Jessica Chastain e Octavia Spencer) e Melhor Canção (The Living Proof).

Nota: 4 popcorns. Gostei mesmo e pretendo rever. Recomendado!

Trailer com legendas. :)


Ficha técnica:
título original: The Help
ano de lançamento: 2011
direção: Tate Taylor
roteiro: Tate Taylor, baseado em livro de Kathryn Stockett
produção: Michael Barnathan, Chris Columbus e Brunson Green
música: Thomas Newman
fotografia: Stephen Goldblatt
direção de arte: Curt Beech
figurino: Sharen Davis
edição: Hughes Winborne
elenco: Emma Stone, Viola Davis, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer, Jessica Chastain

Amores,

acho que até domingo, dia do Globo de Ouro, ainda consigo colocar os outros filmes que já assisti. Torçam aí, ok?

bjoks e sonhem com Rodrigo Santoro!!!!!!! Xuxu!!!!!

Atualização em 01/02/2012: Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz (Viola Davis), Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer e Jessica Chastain). Venceu, em 29/01 os SAG Awards de Melhor Elenco de Drama, Melhor Atriz (Viola Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer).

27.9.11

Dia 360 - Filme 360 - Pequena Miss Sunshine



Olá, bonitos e bonitas

No domingo, último domingo do primeiro ano do 365Pipocas, tive que escolher uma das comédias que eu mais amo, que já vi milhões de vezes e que me fez rir em todas essas milhões de vezes: Pequena Miss Sunshine. Quero aproveitar para dedicar esse filme à minha amiga Andressa que pediu várias vezes que eu assistisse a esse filme aqui no blog. Amiga, agora você entende porque eu não vi antes, né? Última semana tem que ser especial.

Olive Hoover (Abigail Breslin) é uma garotinha bonitinha, mas desengonçada que sonha em ser Miss. Ela vive com seu pai Richard (Greg Kinnear), um cara que criou um programa de auto-ajuda que é um fracasso; sua carinhosa mãe Sheryl (Toni Collette), seu irmão Dwayne (Paul Dano), um adolescente que odeia todo mundo e sonha em ser piloto de avião; e seu avô Edwin (Alan Arkin), que mora com a família porque foi expulso de um asilo por usar heroína. Para completar a loucura da casa, Sheryl recebe seu irmão Frank (Steve Carrell), um conceituado estudioso de Marcel Proust, que tentou se matar e por isso precisa de companhia.

A família toda tem que viajar de Albuquerque, Novo México até Redondo Beach, Califórnia para levar Olive para participar de um concurso de Miss para crianças, chamado Little Miss Sunshine. Como ninguém tem grana para bancar a viagem para a família toda, os seis viajam em uma Kombi amarela bem antiga e usada.

A viagem de três dias é acompanhada de dentro da Kombi, mostrando as conversas entre os membros da famílias, suas aspirações, fracassos, tristezas e sonhos. As cenas são uma graça e muito boas de se assistir. Os diálogos mostram o crescimento de cada membro da família, tanto individualmente, quanto coletivamente.

Li em vários lugares que as cenas foram gravadas na mesma sequência em que aparecem no filme. Julgo essa idéia brilhante, pois cada personagem começou a viagem pensando só em si  e com o passar do tempo, vão se tornando cada vez mais próximos e mais atentos às necessidades do outro. A cena em que todos eles sobem ao palco para acompanhar a apresentação de Olive no concurso de Miss comprova esse amor que surgiu na vida deles.

"Pequena Miss Sunshine" é um filme completo e delicioso de se ver. A construção de cada personagem é perfeita e conseguimos nos identificar com cada um deles ao nosso modo. Os atores estão excelentes e fica até difícil destacar quem é melhor ou pior, num grupo onde todos solidificaram uma história que poderia muito bem ser real.

O filme ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin). Foi indicado ao prêmio de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (Abigail Breslin).

Nota: 5 popcorns. Tinha mesmo que ficar para a última semana! Recomendadíssimo!!!!!!!!!




Ficha técnica:
título original: Little Miss Sunshine
ano de lançamento: 2006
direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris
roteiro: Michael Arndt
produção: Albert Berger, David T. Friendly, Peter Saraf, Marc Turtletaub e Ron Yerxa
música: Mychael Danna e Devotchka
fotografia: Tim Suhrstedt
direção de arte: Alan E. Muraoka
figurino: Nancy Steiner
edição: Pamela Martin
elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Toni Collette, Steve Carrell, Paul Dano, Alan Arkin

Xuxuzinhos,

daqui a pouco a crítica de segunda. Comédia por aqui!!!!!

bjoks

25.9.11

Dia 353 - Filme 353 - Titanic


Olá, meus xuxus

Como vocês sabem estamos cada vez mais perto do fim desse um ano de filmes aqui no 365Pipocas e eu não poderia deixar de lado um clássico filme clichê que levou James Cameron ao topo do mundo ao arrebatar 11 Oscar, incluindo Melhor Filme, Diretor, Edição, Fotografia e Canção Original.

Eu não consigo me lembrar de ninguém que nunca viu inteiro ou pelo menos uma parte de "Titanic". O filme que até pouco tempo atrás era o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos é conhecido nos quatro cantos desse mundo, embalado sempre pela música-mais-chiclete do cinema, "My Heart Will Go On", na voz de Celine Dion.

O filme conta a história do grande naufrágio do Titanic em 1912. O navio que "não afundaria nunca" partiu de Londres no dia 10 de abril daquele ano em direção a Nova Iorque, levando a bordo todo o tipo de pessoas, animais, carros e cargas. Dentre eles, o casal central do filme está presente em duas classes sociais distintas: Rose DeWitt Bukkater (Kate Winslet) está a bordo com sua mãe Ruth e seu noivo, o esnobe e perigoso Caledon Hockley (Billy Zane); enquanto a outra perna do casal, Jack Dawson (Leonardo Di Caprio), um pobretão que ganhou a passagem num jogo de cartas, está no Titanic com seu amigo Fabrizio.

Jack e Rose se conhecem em uma situação extrema. Ela quer se jogar da popa do navio já que não suporta a idéia de ter que se casar por dinheiro para salvar a reputação da família. Jack a salva e começa a fazer parte da vida rica dela, quando é convidado a participar de um jantar na ala dos milionários do Titanic.

Finalmente, os dois se apaixonam e contra tudo e todos querem viver esse amor para sempre. Mas, eles não contavam com a fúria de um certo iceberg que estava no caminho do navio indestrutível. Em quase três horas, o Titanic afundou na madrugada do dia 15 de setembro, deixando 1523 mortos, pois o navio não tinha botes suficientes para todos.

Jack e Rose não existiram na vida real, mas o filme é recheado com vários personagens que realmente existiram. Além disso, James Cameron fez questão de reviver cenas exatamente como capturadas em fotos encontradas nos escombros do Titanic.

Eu sei que tem gente que detesta esse filme, acha clichê e cansativo. Mas, eu adoro assistir a história de amor que durou mesmo após um naufrágio desse porte. Jack e Rose são uma fofura juntos e a grandeza do filme faz com que nos apaixonemos mais ainda por essa história. Sei várias falas de cor e morro de rir de várias situações absurdas e da enorme quantidade de erros de continuidade distribuídos ao longo dos 194 minutos de projeção.

Nota: 5 popcorns. Tudo de bom!!!!!!! Diversão pura, eheheehehe.

Trailer sem letrinhas. :(



Ficha técnica:
título original: Titanic
ano de lançamento: 1997
direção e roteiro: James Cameron
produção: James Cameron e John Landau
música: James Horner
fotografia: Russell Carpenter
direção de arte: Martin Laing e Bill Rea
figurino: Deborah Lynn Scott
edição: Conrad Buff IV, James Cameron e Richard A. Harris
elenco: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, Frances Fisher

Ai, ai, lindo demais! Daqui a pouco a crítica de segunda-feira. Dia de comédia por aqui.

bjoks

Dia 346 - Filme 346 - O Poderoso Chefão


Olá, meninos e meninas

Desfazendo as malas e com saudades da Itália, me alertei de que ainda não tinha revisto "O Poderoso Chefão" aqui para o 365Pipocas. E em homenagem ao meu amigo Rafael Pastro que, sempre que nos encontramos com ele e minha querida amiga, Andressa, pede que eu assista a esse clássico do cinema mundial. Valeu, Rafa e Dessa pela constante lembrança!!!

"O Poderoso Chefão" conta a história da família Corleone, comandada pelo "padrinho" (godfather, em inglês) Don Vito Corleone (Marlon Brando), um homem poderoso, influente e temido em toda a cidade de Nova Iorque. Rodeado pelos filhos Sonny (James Caan), Fredo (John Cazale) e o caçula Michael (Al Pacino), Don Vito comanda um império da máfia e vai organizando os negócios com a ajuda de seu filho adotivo Tom Hagen (Robert Duvall).

Brigas entre as outras famílias de mafiosos, acerto de contas, assassinatos e várias situações onde Don Vito prova exatamente quão grande é seu poder e influência e vários ramos da sociedade são o que recheiam esse clássico dirigido por Francis Ford Coppola. Don Vito deixa seu posto para Michael, que assume a responsabilidade de tomar conta da família, bem mais precioso para um mafioso ítalo-americano.

A história de "O Poderoso Chefão" é tão complexa e extensa que o post ficaria enooooorme se eu contasse cada detalhe. Quem nunca ficou impressionado, ou mesmo com medo de Don Vito Corleone? Aquele jeito manso e educado dele que com poucas palavras, ou mesmo gestos quase imperceptíveis comprava que é ele quem manda no pedaço. Um cara que sempre resolve seus problemas com a frase "Farei uma proposta irrecusável a ele", comanda, não é mesmo?

Clássico do cinema americano, o filme concorreu a nove Oscar, vencendo como Melhor Filme, Melhor Ator (Marlon Brando) e Melhor Roteiro Adaptado em 1973 e se tornou referência para todos os filmes sobre mafiosos feitos desde então. Teve dois filmes em sequência: "O Poderoso Chefão - Parte 2" que mostra boa parte da vida de Don Vito ainda jovem, chegando à América e "O Poderoso Chefão - Parte 3", que fala das tentativas de Michael Corleone em rever e legalizar os negócios da família.

Nota: 5 popcorns. Um filme que reúne um elenco desse, com uma música marcante e que influenciou e continuará influenciando várias outras obras do cinema, tem que ganhar nota máxima por aqui.

Trailer sem legendas. :(



Ficha técnica:
título original: The Godfather
ano de lançamento: 1972
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo
produção: Albert S. Ruddy
música: Nino Rota
fotografia: Gordon Willis
direção de arte: Warren Clymer
figurino: Anna Hill Johnstone
edição: Marc Laub, Barbara Marks, William Reynolds, Murray Solomon e Peter Zinner
elenco: Marlon Brando, Al Pacino, Robert Duvall, James Caan, Diane Keaton, Richard S. Castellano

Queridões,

"jázinho" vem a crítica de segunda-feira.

bjoks

19.9.11

Dia 337 - Filme 337 - O Curioso Caso de Benjamin Button



Olá, meninas (principalmente)

Sexta-feira, 02 de setembro, menos de um mês para terminar o projeto de um ano do 365Pipocas. Vocês acreditam??????????? Pois é, o tempo passa voando. E agora escrevendo esse post fiquei filosofando quanto à escolha do filme daquela sexta-feira, que na verdade antecipou a categoria de domingo: O Curioso Caso de Benjamin Button.

Por que filosofia? Bom, no ano passado, me lembro como se fosse hoje, comecei esse projeto que eu achei que demoraria demais para terminar e na verdade, hoje eu vejo que passou voando. Não conseguimos controlar ou frear o tempo mesmo e isso casa direitinho com o filme estrelado por Brad Pitt (número quatro no meu Top Five) e Cate Blanchett, que fala do tempo, dos anos, meses, dias, horas, minutos e segundos da nossa vida que passam mesmo se você nasceu velho como o curioso Benjamin Button, personagem de Pitt.

Abandonado pelo pai ao nascer, por ser considerado uma aberração, Benjamin é criado por Queenie (Taraji P. Henson), uma moça que cuida de um asilo. Rodeado por idosos, o jovem por dentro e velho por fora Benjamin sofre para se adaptar à sua condição física. No início de sua adolescência (com cara de 70 anos), ele conhece o grande amor de sua vida, a adolescente de verdade Daisy Fuller (Cate Blanchett).

"Envelhecendo" ao contrário, Benjamin se desencontra várias vezes com Daisy e quando os dois se encontram no meio de suas vidas, praticamente com a mesma idade, eles vivem um grande amor. Mas, Benjamin Button nunca se aquietou a respeito de se tornar um fardo ao envelhecer, quando se tornaria um menino, mas com a mente de um idoso.

O filme é narrado como um diário, talvez para mostrar que mesmo vivendo de trás para frente, existe cronologia na vida do Button. Daisy está em seu leito de morte, acompanhada pela filha Caroline (Julia Ormond), que acaba sabendo de toda a verdade do grande amor da vida de sua mãe ao ler o diário de Benjamin. Repleto de computação gráfica, não sabemos se realmente quem está em cena é ou não Brad Pitt ou são puros efeitos especiais. Cate Blanchett é transformada em uma idosa a beira da morte apenas com maquiagem. Muito bem feito, mesmo!

Indicado a 13 Oscar, incluíndo Melhor Filme, Diretor, Ator (Brad Pitt) e Roteiro Adaptado. Venceu as categorias de Melhor Maquiagem, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Especiais.

Nota: 4 popcorns. O filme é lindo, o Brad está ainda mais maravilhoso e a história de amor é de chorar de tão perfeita. Por ser longo pode não agradar todo mundo. Mas, recomendo muuuuito!

Pode deixar o dicionário, pois hoje o trailer é com letrinhas.



Ficha técnica:
título original: The Curious Case of Benjamin Button
ano de lançamento: 2008
direção: David Fincher
roteiro: Eric Roth e Robin Swicord, baseado em estória de F. Scott Fitzgerald
produção: Ceán Chaffin, Kathleen Kennedy e Frank Marshall
música: Alexandre Desplat
fotografia: Claudio Miranda
direção de arte: Kelly Curley, Randy Moore e Tom Reta
figurino: Jacqueline West
edição: Kirk Baxter e Angus Wall
elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond, Faune A. Chambers, Taraji P. Henson

Amores,

daqui a pouquinho vem a crítica de sábado, 03 de setembro.

bjoks

14.9.11

Dia 329 - Filme 329 - Juno


Olá, gatinhas e gatões

Na quinta-feira, 25 de agosto, o cansaço da viagem era grande, mas só de saber que estava junto da minha amigona do peito Karlinha para acompanhar seu casamento grego, me deu forças para assistir ao filme do dia. Levei vários DVDs e ainda ganhei um monte de novos filmes dessa minha amiga, então, tive material para manter o blog durante toda a viagem.

Eu já assisti a "Juno" um milhão de vezes e em todas elas eu me divirto da mesma forma, gostando ainda mais da história da adolescente título do filme. Aproveitei, então, para antecipar a categoria de domingo com esse indicado ao oscar de Melhor Filme de 2007.

Juno (Ellen Page) é uma adolescente americana que, apesar de ter uma história típica,  não tem nada de comum como as jovens que a gente vê nos filmes dos "states". Com apenas uma transa, Juno, com 16 anos, engravida de seu melhor amigo Bleeker. Tomada pelo desespero, ela pensa em fazer um aborto, mas desiste na hora H.

Com a ajuda de sua amiga Leah, ela encontra no jornal um anúncio do casal Mark (Jason Bateman) e Vanessa (Jennifer Garner) que querem adotar um bebê. Ou seja, o problema de Juno está resolvido. Ela resolve passar pelos nove meses da gestação para, então, doar seu bebê para o perfeito e rico casal que não pode ter filhos.

O lance é que Juno tem que tomar coragem para contar para seu pai e sua madrasta e ainda encarar todos os olhares dos colegas de escola, enquanto se aproxima da vida de Mark, que é o responsável por quase tudo dar errado no fim das contas.

O roteiro escrito por Diablo Cody (vencedora do Oscar na categoria roteiro original), uma ex-stripper e sucesso de vendas com sua biografia Candy Girl: A Year in the Life of an Unlikely Stripper, além do elenco perfeito escolhido para o filme, fizeram com que Juno fosse encarado com ótimos olhos pela crítica e pelos espectadores. Ellen Page dá um show como a divertida, neurótica e muito certa de si, Juno. Michael Cera que faz o doce e tímido Bleeker é uma outra delícia do filme, junto com J.K. Simmons que faz o pai da adolescente grávida e altruísta.  Pra completar, a trilha sonora com músicas fofíssimas é mais um elemento que dá a graça a esse filme tão despretencioso que conseguiu chegar tão longe.

Nota: 5 popcorns. Adoro, adoro, adoro!

Não trouxe o trailer do filme, mas a música xuxuzinha que Juno e Bleeker cantam junto no fim do filme.



Ficha técnica:
título original: Juno
ano de lançamento: 2007
direção: Jason Reitman
roteiro: Diablo Cody
produção: Lianne Halfon, John Malkovich, Mason Novick e Russell Smith
música: Matt Messina
fotografia: Eric Steelberg
direção de arte: Michael Diner e Catherine Schroer
figurino: Monique Prudhomme
edição: Dana E. Glauberman
elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, J.K. Simmons

Xuxus,

já, já, chega a crítica de sexta-feira, dia 26.

bjoks

Dia 325 - Filme 325 - O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel



Olá, xuxus

No domingo, dia 21 de agosto, atendi às súplicas da minha amiga Aline e assisti à versão estendida de “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”. Eu já tinha visto esse filme mil vezes e achei muito bacana ver com essa versão com novas cenas e inclusões de diálogos que agregaram muito ao invés de só encher lingüiça.

Eu nunca li os livros da trilogia “O Senhor dos Anéis” do britânico J. R. R. Tolkien, que em 1954 lançou o primeiro volume da história que acompanha a saga de Frodo Baggins, um hobbit – criatura com tamanho de uma criança, com pés grandes e peludos, mas com coração doce e puro – que recebe a difícil missão de levar o “Um Anel” até a Montanha da Perdição em Mordor, terra de Sauron, o Senhor do Escuro. O “Um Anel” foi criado pelo próprio Sauron para governar todas as criaturas da Terra-Média, dando a ele todo o poder sobre tudo e todos.

Para acompanhar Frodo, é criada a “Sociedade do Anel” composta por representantes das várias raças que vivem na Terra-Média: Frodo, outros três hobbits, Sam, Merry e Pippin; dois humanos, Aragorn, herdeiro do trono de Gondor e Boromir, filho do atual regente de Gondor; o elfo Legolas; o anão Gimli e o mago Gandalf, grande amigo da família de Frodo, especialmente de seu tio, Bilbo Baggins, anterior “proprietário” do “Um Anel”.

No caminho, os nove companheiros enfrentam diversos obstáculos, especialmento os criados por Saruman, o mago que é chefe da ordem de Gandalf e que quer pôr as mãos no “Um Anel”, para obter todo o poder que ele pode dar. Saruman cria um exército de Uruk-hai, uma espécie baseada nos orcs (criaturas horríveis que só pensam no mal), só que mais fortes e poderosos. Esse exército é enviado para capturar Frodo e o “Um Anel”, o que gera uma perseguição ainda mais sangrenta, já que o hobbit já vinha sendo perseguido pelos Nazgûl, os Espectros do Anel e servos de Sauron.

Como é uma trilogia, o filme não tem fim, eheheh. Termina com a deixa para o segundo filme chamado de “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres”.

Fico até com medo de escrever sobre a história de “O Senhor dos Anéis”, especialmente pelo fato da minha amiga Aline ser a fã número um dos livros de Tolkien e ser leitora assídua do 365Pipocas. Flore, já peço desculpas se cometi algum erro na descrição.

Mas, vamos ao que interessa: a minha opinião sobre o filme :) Não tem explicação como um diretor tem a capacidade de retratar todo um mundo e uma história como essa da forma brilhante que Peter Jackson conseguiu nesse e nos outros dois filmes da trilogia. Os detalhes em cada cena, a grandeza e competência de toda a computação gráfica aplicada no filme, os personagens perfeitamente trabalhados, a edição, a música, até os créditos finais... Não tem defeito! Filme obrigatório para todo mundo, mesmo se você não gosta de histórias de fantasia e mundos mágicos. Se nem isso te convencer, tem Viggo Mortensen como o charmosíssimo, valente e bonitão Aragorn. Tudo de bom!

Venceu os Oscar de melhores efeitos visuais, melhor maquiagem, melhor trilha sonora e melhor fotografia. Ainda foi indicado a mais nove estatuetas: melhor filme, melhor direção (Peter Jackson), melhor ator coadjuvante (Ian McKellen), melhor direção de arte, melhor edição, melhor figurino, melhor mixagem de som, melhor roteiro adaptado e melhor canção original.

Nota: 5 popcorns. Repetindo: não tem defeito!

Trailer com letrinhas, eba, eba, eba!



Ficha técnica:
Título original: The Lord of the Rings – The Fellowship of the Ring
Ano de lançamento: 2001
direção: Peter Jackson
roteiro: Frances Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, baseado em livro de J.R.R. Tolkien
produção: Peter Jackson, Barrie M. Osborne e Tim Sanders
música: Enya e Howard Shore
fotografia: Andrew Lesnie
direção de arte: Dan Hennah
figurino: Ngila Dickinson
edição: John Gilbert, D. Michael Horton e Jamie Selkirk
elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Liv Tyler, Viggo Mortensen

Lindões,

Na segunda foi dia de comédia por aqui. Aguardem a crítica.

bjoks

17.8.11

Dia 318 - Filme 318 - E.T. - O Extraterrestre


Olá, amados!

Domingo foi dia de Oscar por aqui e aproveitei o canal mágico da minha TV a cabo e comprei baratinho "E.T. - O Extraterrestre", dirigido por Steven Spielberg e um filme que marcou a minha infância total.

Num belo dia comum, o garoto Elliot (Henry Thomas) escuta um barulho no seu quintal e vai verificar o que é. Ele não encontra nada, mas fica encucado com isso e na noite seguinte, fica de plantão e suas suspeitas de que havia alguma coisa lá se confirmam. Ele dá de cara com um ser de outro planeta, uma criatura engraçada e desengonçada, mas que não oferece nenhum risco para Elliot.

Como a curiosidade é muito grande, Elliot leva o ET para dentro de casa e passa a escondê-lo de sua mãe, tendo como cúmplices seu irmão Michael (Robert MacNaughton) e a pequena e muito egraçadinha Gertie (Drew Barrymore). O ET começa a aprender coisas da Terra e desenvolve uma ligação muito forte com Elliot, pois o garoto começa a sentir tudo o que ET sente.

Elliot compreende que ET foi deixado por acidente na Terra, especialmente quando o moço do espaço cria um transmissor de mensagens para se comunicar com sua casa. As tentativas dão errado e ET fica muito doente. Com isso, ET é descoberto pelo governo americano que tenta tirá-lo de Elliot para estudos. Mas, a ligação do garoto com a criatura é muito forte e é isso que salva os dois amigos.

Acho que não tem ninguém que nunca tenha visto pelo menos a cena do ET com Elliot voando em frente a Lua numa bicicleta. Esse filme fez parte da minha infância e eu ficava morrendo de dó do ET e torcendo pra ele encontrar a mãe dele logo. Spielberg, semelhante a "Contatos Imediatos de Terceiro Grau", mostra os extraterrestres como bonzinhos e nos dá um filme delicioso de assistir. A trilha de John Williams, companheiro fiel de Spielberg em todos os seus filmes, é perfeita e marcante, como várias outras - Superman, Parque dos Dinossauros, Indiana Jones e por aí vai...

Nota: 5 popcorns. Filme delícia, muito bem produzido e que tem uma mensagem linda de aceitação do que é diferente.

Trailer sem legendas :(



Ficha técnica:
título original: E.T. the Extra-Terrestrial
ano de lançamento: 1982
direção: Steven Spielberg
roteiro: Melissa Mathison
produção: Kathleen Kennedy e Steven Spielberg
música: John Williams
fotografia: Allen Daviau
edição: Carol Littleton
elenco: Dee Wallace-Stone, Henry Thomas, Peter Coyote, Robert MacNaughton, Drew Barrymore

Lindões,

daqui a pouco a crítica de segunda. Comédia na área.

bjoks

8.8.11

Dia 310 - Filme 310 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa



Olá, queridos e queridas

Acabei me enrolando com os dias para entregar DVDs na locadora e tive que antecipar a categoria de domingo para esse sábado. Mas, tudo bem, o que tá valendo é que o filme do dia foi assistido ;)

Já tinha um tempo que eu queria assistir a "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", um filme com título que eu tenho que parar pra pensar antes de falar se não sai tudo ao contrário. E como estou tentando colocar filmes inéditos na minha vida nesses últimos dias de blog, aproveitei para pegar esse na locadora.

Confesso que não assisti a muitos filmes de Woody Allen, mas gostei da maioria que vi. Por exemplo, achei "Celebridades" um filme bacana, "Vicky Cristina Barcelona" (visto AQUI no blog) muito divertido e estou doida pra ver "Meia-noite em Paris".

"Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" é um filme de 1977, mas é totalmente atual. Fala do desespero de começar e manter um relacionamento, as paranóias das duas partes que estão tentando conquistar o sexo oposto e, claro, as loucuras de Woody Allen. Ele é Alvy Singer, um comediante judeu, irritado com tudo e que tem regras para várias coisa da vida. Alvy conhece Annie (Diane Keaton), uma jovem que não tem muita perspectiva do que vai fazer no futuro e está iniciando uma carreira de cantora. Os dois começam a namorar e logo passam a morar juntos e mesmo se dando bem, as brigas e desentendimentos se iniciam rapidamente.

O mais legal do filme é a forma non-sense que Woody Allen traz para desenhar cada cena. Tem de tudo: desenho animado falando de sensualidade; Marshall McLuhan (o meio é a mensagem) aparecendo numa fila de cinema para que Alvy comprove que um cara está dizendo bobagens; e várias cenas em que no meio da conversa, Alvy vira pra você, espectador e conversa diretamente contigo. Mas, uma das cenas mais legais é quando Alvy está com seu analista ao mesmo tempo em que Annie está falando com a dela. A tela é dividida ao meio enquanto eles derramam suas queixas. O diálogo de um completa o do outro e fica uma coisa muito doida e engraçadíssima.

Gostei de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" porque é uma comédia inteligente. Nada dos enlatados de hoje em dia que só tem sexo e baixaria. Diane Keaton me surpreendeu com sua Annie maluquinha, apaixonada e perdida. E Woody Allen atua, escreve e dirige uma história de mais de 30 anos atrás que poderia se passar tranquilamente por hoje.

Venceu quatro Oscar: melhor filme, diretor, atriz (Diane Keaton) e roteiro original. Woody Allen também foi indicado a melhor ator, mas não levou.

Nota: 4 popcorns. Filme bacana demais. Me diverti muito.

Pra vocês terem noção do non-sense do filme, trouxe a cena inicial com um monólogo de Alvy Singer, ou seria o próprio Woody Allen?



Ficha técnica:
título original: Annie Hall
ano de lançamento: 1977
direção: Woody Allen
roteiro: Woody Allen e Marshall Brickman
produção: Charles H. Joffe e Jack Rollins
fotografia: Gordon Willis
direção de arte: Mel Bourne
figurino: Ralph Lauren e Ruth Morley
edição: Wendy Greene Bricmont e Ralph Rosenblum
elenco: Woody Allen, Diane Keaton, Tony Roberts, Carol Kane

Lindões,

daqui a pouco a crítica de domingo.

bjoks

6.8.11

Dia 308 - Filme 308 - Rain Man


Olá, bonitos e bonitas

Como na segunda fiz a antecipação da categoria de drama, na quinta-feira assisti a um indicado ao Oscar de Melhor Filme, já que no domingo assistimos a uma comédia que seria na segunda. Kkkkkk, confuso? Mas, as contas estão corretas.

Eu já tinha assistido a "Rain Man" e sempre gostei muito de Dustin Hoffman nesse filme. Tom Cruise repete o papel de mocinho revoltado com o mundo, mas também está bem no personagem.

Charlie Babbit (Cruise) é um jovem que vive em Los Angeles revendendo carros importados que um dia é avisado da morte de seu pai que não via há tempos. Ele vai até o enterro e acompanha a leitura do testamento que revela que seu pai não deixou nada para ele, a não ser um carro 1949 e suas roseiras premiadas. Já para outro beneficiário, o pai deixa nada menos que três milhões de dólares.

Charlie descobre que o beneficiário está internado em um hospital para pessoas especiais e resolve desvendar o mistério da herança. Ele fica sabendo que o herdeiro é seu irmão Raymond Babbit (Dustin Hoffman), que Charlie desconhecia a existência. Raymond sofre de autismo e vive seus dias na clínica com rotinas rígidas que o ajudam a se adaptar ao mundo.

Pensando somente no dinheiro, Charlie tira Raymond da clínica com a idéia de levá-lo até Los Angeles para brigar pela guarda do irmão nos tribunais e exigir metade da grana. Sem paciência alguma com Ray, Charlie tem que se adaptar à rotina dele e os dois cruzam o país em uma viagem de carro cheia de novas descobertas, inclusive a do amor entre os dois irmãos.

Provavelmente "Rain Man" está em milhares de listas de melhores filmes de todos os tempos. Com uma história brilhante, doce e completa, o filme é apaixonante. Tom Cruise e Dustin Hoffman se revezam no papel de ator principal o tempo todo, já que o personagem de um não é nada sem o outro.

"Rain Man" venceu quatro Oscar: melhor filme, diretor, roteiro original e ator para Dustin Hoffman. Foi indicado a outras quatro estatuetas: trilha sonora, direção de arte, fotografia e edição.

Nota: 5 popcorns. Obrigatório! Tem que dizer mais alguma coisa?

Trailer "the book is on the table".



Ficha técnica:
título original: Rain Man
ano de lançamento: 1988
direção: Barry Levinson
roteiro: Ronald Bass e Barry Morrow, baseado em estória de Barry Morrow
produção: Mark Johnson
música: Hans Zimmer
fotografia: John Seale
direção de arte: William A. Elliott
figurino: Bernie Pollack
edição: Stu Linder
elenco: Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Gerald R. Molen

Amorecos,

daqui a pouquinho a crítica de sexta. Criançada no 365Pipocas.

bjoks

27.7.11

Dia 300 - Filme 300 - Questão de Honra


Olá, meus queridos

Vocês leram bem o título desse post??? Não é mentira, minha gente: chegamos ao filme 300 do 365Pipocas. Falta pouco mais de dois meses desse desafio pessoal que me lancei a cumprir e com a ajuda de vocês fica ainda melhor e mais fácil de completar. Obrigada a todos vocês!!!!

E não foi proposital, eu juro. Assistir a "Questão de Honra" quando completamos 300 dias por aqui ficou perfeito, não é mesmo? Principalmente, porque o meu objetivo é completar esse blog de qualquer jeito. E como trocamos a categoria do maridinho para domingo essa semana, vamos à história.

O tenente Danny Kaffee é um jovem advogado que recém ingressou na Marinha dos EUA. Após o assassinato de um soldado na Base Militar de Guantánamo (Cuba), causado por dois Fuzileiros, Danny é convocado para que defenda os acusados. A jovem capitã da Marinha Joanne Galloway (Demi Moore) que queria ficar com o caso, se vê obrigada a ajudar Danny, especialmente porque ela não o considera preparado para o trabalho.

Suspeitando de que o que ocorreu foi um "código vermelho" - ordem dada por um oficial superior para que soldados punam um colega que não está andando na linha pregada pelo exército - Danny, Joanne e o tenente Sam Weinberg, outro advogado, decidem por não fazer um acordo com a promotoria e tentar a absolvição dos dois acusados no tribunal, leia-se Corte Marcial.

Mas, ninguém contava que o chefe-master dos dois acusados fosse o arrogante, preconceituoso e FDP Coronel Nathan R. Jessup (Jack Nicholson, brilhante). Ele, o Tenente-coronel Matthew Andrew Markinson (J. T. Walsh) e o Tenente Jonathan James Kendrick (Kiefer 24 Horas Sutherland) planejaram toda a ação contra o morto e utilizam do poder que têm dentro do exército para mudar a história e saírem ilesos.

O filme inteiro é muito bom, mas as cenas no tribunal são perfeitas. Vi na internet que a cena em que Jack Nicholson está depondo e diz para Tom Cruise "você não suportaria a verdade" é uma das melhores falas da história do cinema. E realmente é brilhante! Jack (íntima, kkkkk) é um dos atores que eu mais gosto, apesar de algumas escorregadas e nesse filme ele dá um show mesmo com pouco tempo em cena. Tom Cruise começa num papel igual aos muitos outros que já fez (mocinho bonitinho, que dá uma de esperto e esnobe, mas enfrente um drama pessoal e tudo muda, leia-se Top Gun), mas convence bem como o advogado que muda de idéia no meio do furacão. E Demi Moore, que eu não sou muito fã, especialmente porque ela não deixa Ashton Kutcher livre para as mortais, representa bem a apaixonada advogada que quer ver os acusados absolvidos.

O filme foi indicado a quatro Oscar, incluíndo melhor filme e ator coadjuvante para Jack Nicholson. Não venceu nenhum :(

Nota: 4 popcorns. Por conta de algumas cenas bem forçadas por parte de Tom Cruise e Demi Moore. Mas, recomendo mesmo.

Trailer sem letrinhas. Sorry :(



Ficha técnica:
título original: A Few Good Men
ano de lançamento: 1992
direção: Rob Reiner
roteiro: Aaron Sorkin, baseado em peça teatral de Aaron Sorkin
produção: David Brown, Rob Reiner e Andrew Scheinman
música: Marc Shaiman
fotografia: Robert Richardson
direção de arte: David F. Klassen
figurino: Gloria Gresham
edição: Robert Leighton
elenco: Tom Cruise, Jack Nicholson, Demi Moore, Kiefer Sutherland

Xuxus,

daqui a pouco tem a promoção dos 300 dias, ok? Espero várias participações!

bjoks